27 de setembro de 2016

Resenha | Dama da Meia-Noite

Título: Dama da Meia-Noite (Os Artifícios das Trevas #1)
Autor: Cassandra Clare
Ano de publicação: 2016
Editora: Galera Record
Número de páginas: 574
Sinopse: Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.
O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar.
Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.
Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?
A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data.

Dama da Meia-Noite é o primeiro volume de Os Artifícios das Trevas, nova série da Cassandra Clare, que tem como protagonista Emma Carstairs, personagem que já havia aparecido nos últimos volumes de Os Instrumentos Mortais. A história é ambientada em Los Angeles, alguns anos depois do final de Cidade do Fogo Celestial, onde assassinatos estranhos — aparentemente, ligados ao submundo — estão acontecendo.

Curiosa — e também preocupada, pois as relações dos Caçadores de Sombras com os membros do submundo estão frágeis devido aos acontecimentos da série anterior —, Emma decide investigar sem o consentimento da Clave, contando com a ajuda de sua amiga, Cristina, e dos irmãos Blackthorn — que considera como uma família, já que Julian é seu Parabatai e ambos perderam os pais. Paralelamente, Emma investiga a morte de seus próprios pais, que aconteceu em circunstâncias estranhas, pois ela tem certeza de que não foi Sebastian quem os matou — e deseja se vingar do verdadeiro responsável.

Em meio a isso, acompanhamos os dramas de Emma e dos Blackthorn com seus familiares perdidos (mortos, exilados ou sequestrados), e as relações entre eles são exploradas ao longo de todo o enredo.

Com tudo isso, o livro traz bastante mistério e aventura, que foram responsáveis por me manter presa durante toda a leitura. Os momentos de ação e tensão foram bem distribuídos ao longo do livro, e a resolução realmente me surpreendeu.

A narrativa é em terceira pessoa e, durante a maior parte do tempo, acompanha o ponto de vista de Emma, embora outros personagens também tenham seus momentos. É um pouco lenta no começo, em que a autora sente necessidade de explicar coisas que os leitores das outras séries já sabem usando infodumps. No restante do livro, entretanto, a narrativa foi satisfatória — me prendeu à leitura, como mencionei, e foi eficiente em fazer com que eu me sentisse dentro da história e, em alguns momentos, até me esquecesse de que estava lendo.

Quanto aos personagens, achei que especialmente Emma e Mark foram bem caracterizados e são personagens interessantes. Julian é também um personagem satisfatório, embora não tão interessante quanto os dois primeiros, mas, quanto aos demais, senti que faltou uma caracterização mais forte, especialmente dos irmãos de Julian, que acabam tendo certa importância mais para o final. Além disso, achei a forma como foi explorado o feiticeiro de Los Angeles, Malcolm, bem caricata, especialmente por ele aparecer tantas vezes na história e também ter sua importância na trama.

Não gostei da forma como o relacionamento entre Emma e Julian foi retratado. Por eles serem Parabatai, eu esperava ver uma amizade forte e bem construída — mas a autora resolveu seguir por um caminho mais óbvio que, embora não represente um erro, acabou me decepcionando. Porém, algumas coisas novas sobre a relação entre os Parabatai foram reveladas, e achei interessante haver uma razão mágica para coisas que imaginei serem de certo modo devido às regras rígidas da Clave — embora a forma como essa magia funciona não tenha sido tão bem explicada, pelo menos não nesse volume.

Em questão de romance, Cassandra repete alguns temas que já trabalhou em Os Instrumentos Mortais, como o triângulo amoroso e o amor proibido (embora praticamente tudo pareça ser proibido pela Clave). Ainda assim, inovou um pouco em um dos casais, o que até foi interessante.

O final foi interessante, e algumas resoluções foram para um caminho que eu não esperava. Entretanto, o embate com o vilão me decepcionou um pouco: achei que foi um pouco fácil, dado tudo o que já tinha acontecido, e a autora usou o artifício de fazer o vilão se gabar de seus feitos para os heróis ganharem tempo, o que, além de ser clichê, não me convenceu muito. O epílogo, entretanto, me deixou bastante curiosa para conferir os volumes seguintes.

Avaliação:

Trama: 4
Narrativa: 4
Personagens: 3
Caracterização: 4
Coerência: 4
Criatividade: 3
Revisão: 5


Outros livros de Cassandra Clare:

Os Instrumentos Mortais:
  1. Cidade dos Ossos;
  2. Cidade das Cinzas;
  3. Cidade de Vidro;
  4. Cidade dos Anjos Caídos;
  5. Cidade das Almas Perdidas;
  6. Cidade do Fogo Celestial.

As Peças Infernais:
  1. Anjo Mecânico;
  2. Príncipe Mecânico;
  3. Princesa Mecânica.

As Crônicas de Bane.

2 comentários :

  1. Já li e fiquei muito brava com o final! Também esperava a relação entre Julian e Emma mais forte devido à amizade. Bjosss

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    Respostas
    1. Nos últimos livros que li da Cassandra, me pareceu que ela não investiu tanto nos finais quanto no restante da trama.

      Beijos e muito obrigada pela visita!

      Excluir

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