6 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016 | Os melhores do ano

Hoje venho com a segunda parte da Retrospectiva 2016, para listar os melhores livros e contos que li no ano que passou. Para conferir os destaques do ano e alguns números interessantes da minha estante de 2016, clique aqui.


Os melhores livros

Relembrando minhas leituras de 2016 para fazer essa lista, percebi que, apesar de ter tido poucas decepções literárias e no geral ter gostado do que li, não tive muitas leituras que foram excepcionalmente surpreendentes, pelo menos em comparação a 2013, 2014 e 2015. Mas claro que tive aqueles que entraram para os favoritos e que me fizeram largar tudo para ficar lendo sem parar, então vamos à lista:

1 | O Herói das Eras (Brandon Sanderson)



Nenhuma surpresa aqui. Desde janeiro, quando finalizei O Poço da Ascensão, que estava esperando pela conclusão da trilogia, e quando enfim coloquei as mãos em O Herói das Eras, devorei. Além do universo interessantíssimo, todos os problemas dos personagens estão agravados, e o livro traz surpresa atrás de surpresa — sempre há outro segredo, afinal. Não me decepcionou em nenhum momento, e provavelmente foi o meu favorito de toda a série. Mas não vou falar muito mais: meu objetivo aqui não é fazer a resenha de O Herói das Eras.

2 | Coração de Aço (Brandon Sanderson)



Outro do Brandon Sanderson, cuja leitura eu vinha ansiando desde que a Aleph anunciou que ia publicar por aqui. Também não decepcionou: como todos os demais livros de Brandon Sanderson que já li, tem muita ação e reviravolta atrás de reviravolta. E, embora seja ambientado no nosso mundo, o cenário é interessantíssimo. Imagine uma cidade toda feita de aço, onde as pessoas superpoderosas — que normalmente esperamos que sejam aquelas que vão salvar o mundo — são as piores possíveis e mantém as pessoas comuns em um regime opressivo. Certamente é uma premissa bem empolgante, e o livro não decepciona nem um pouco nisso. Em breve farei a resenha dele também.

3 | Exorcismos, amores e uma dose de blues (Eric Novello)



Exorcismos, amores e uma dose de blues já tem resenha, e inclusive já falei dele no outro post de retrospectiva. Em resumo, o livro tem tudo o que eu gosto: bons personagens, um excelente enredo (e com bastante investigação), um universo bem construído e muito interessante e boa narrativa. me fez gostar mais de fantasia urbana.

4 | A Biblioteca Invisível (Genevieve Cogman)



A Biblioteca Invisível também não tem resenha ainda, mas me agradou bastante. É o tipo de livro que você pega para uma leitura descompromissada, mas que acabou excedendo as minhas expectativas. Ok, parte disso pode ser pelo fato de eu ter lido mais ou menos na época em que estava quase 100% mergulhada na escrita de Divindade Artificial, cuja premissa tem alguns elementos em comum, como a tecnologia e a parte investigativa. Sem nenhuma surpresa, são elementos dos quais gosto bastante, e o livro ainda é um steampunk e tem uma Biblioteca (que podemos chamar de mágica) cujos bibliotecários podem realizar seu tipo específico de magia, ligado às palavras. Além disso, foi uma excelente aventura.

5 | Eu Vejo Kate (Cláudia Lemes)



E, quebrando a tradição de um top 5 exclusivamente fantástico, temos aqui um policial (que tem um tiquinho de realismo fantástico, para falar a verdade). Mas o ponto alto são os personagens, muito críveis e humanos, a ambientação e toda a pesquisa que a autora fez para retratar um serial killer de forma realista. Fazia tempo que eu não pegava um policial para ler, e Eu Vejo Kate foi uma excelente reestreia no gênero.



Agora que você conhece o top 5, cabe aqui um alerta: todos os livros citados acima são altamente viciantes. Então tenha cuidado, porque assim que você começar a leitura, não vai mais conseguir parar.

Os melhores contos

Em 2016 li muitos contos não tão bons, mas li vários excelentes e que entraram para a lista dos favoritos da vida — tanto que não consegui escolher só 5, tive que deixar 6 na listagem.

1 | O Empacotador de Memórias (Gael Rodrigues)


Já falei em detalhes desse conto na resenha da edição 3 da Trasgo, então aqui só vou dizer que é um conto excelente, com um protagonista muito interessante e um tema ainda mais. Ainda por cima, fugiu de muitos clichês da ficção especulativa — aliás, se tem uma coisa que não pode ser dita desse conto, é que é clichê. Em resumo: amei e recomendo muito. Mais do que mereceu o primeiro lugar nessa lista.

2 | O Vento do Oeste (Liége Báccaro Toledo)


Este é outro conto da Trasgo (da mesma edição, inclusive), e outro de que gostei muito. Embora seja totalmente diferente de O Empacotador de Memórias em tom e enredo, me agradou quase tanto quanto, e certamente foi muito bem sucedido em tudo o que se propôs. Inclusive, os livros da autora estão na minha lista de leitura para 2017.

3 | O Céu de Lilly (Fábio M. Barreto)


Este conto foi adquirido em uma das edições do Pacotão Literário, e é outro que merece muito estar nessa lista. O conto traz um mistério que foi muito bem explorado, e a narrativa foi muito eficiente em transmitir o tom de melancolia e desesperança que permeia todo o conto. Aqui você pode ler a resenha.

4 | Analogia (Jana P. Bianchi)


Este conto da Jana P. Bianchi faz parte da Trasgo também, mas da edição 9. É outro que foge de clichês, e por se passar no nosso mundo (mais especificamente, em São Paulo), traz uma sensação de familiaridade, de que um evento fantástico poderia estar acontecendo bem ali, do lado da sua casa. Além disso, a narrativa é bem imersiva e o enredo, muito interessante.

5 | O senhor tem um momento? (Rodrigo Assis Mesquita)


Este eu li primeiro no Wattpad, e depois adquiri a versão em e-book no Pacotão Literário. É um conto de terror, mas que foca no cotidiano e não no sobrenatural — mais especificamente, na sensação de falta de privacidade que vivemos hoje em dia. E, como eu sou uma pessoa bem apegada à minha privacidade e odeio ser vigiada, a leitura caiu muito bem. A narrativa conseguiu passar muito bem o desespero do protagonista.

6 | Kaapor (Lauro Kociuba)


Kaapor esteve disponível na última edição do Pacotão Literário. Inspirado em lendas brasileiras, traz um enredo simples, mas nem por isso desinteressante. O trunfo está na narrativa, que se usa de descrições de cheiros e sons, além de outros artifícios (que não vou comentar para não entregar muito da história) para colocar o leitor dentro da mente do personagem.

A melhor novela

Como só li quatro novelas em 2016, e uma delas inclusive foi uma releitura, decidi escolher só uma. Na verdade, gostei de todas as que li (que, para quem está curioso, foram Recall, A Casa de Vidro, As Boas Damas e Lobo de Rua, que foi a releitura). Mas, como este é o post dos favoritos, fico com Recall, o segundo volume da série Brasil Cyberpunk 2115. A ambientação, o enredo e os personagens me conquistaram, como você pode ver pela resenha.




E aqui chega ao fim minha retrospectiva de 2016. Em resumo, um bom ano para leituras, embora menos livros tenham entrado para os favoritos. Ainda essa semana vou trazer uma tag, que também será sobre as minhas leituras de 2016, e talvez eu fale um pouco sobre o que eu pretendo ler em 2017.

E as suas leituras, como foram?



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