17 de outubro de 2016

Resenha | Metrópole: Despertar

Título: Despertar (Metrópole #1)
Autor: Melissa de Sá
Ano de publicação: 2016
Editora: Draco
Número de páginas: 184
Compre Metrópole: Despertar
Sinopse: Nada é real. Nenhum lugar é seguro. Abra os olhos.
Após o Grande Caos, Metrópole se ergueu sobre os escombros da civilização humana. Andrella é apenas mais uma adolescente que busca a excelência intelectual no meio dessa sociedade que preza a perfeição e o controle acima de tudo. Mesmo tendo sido criada pelo excêntrico Argorio, tudo que Andrella deseja é ser uma Metropolitana exemplar e viver do jeito que esperam que viva.
Mas quando o próprio Argorio é vítima de um crime que não acontece em Metrópole há mais de vinte anos, Andrella começa a perceber que talvez o Conselho da cidade queira seus segredos bem escondidos. Agora ela puxará os fios de uma teia que oculta uma verdade terrível não apenas sobre a cidade, mas também sobre si mesma. Afinal, o que há além das fronteiras de Metrópole? Estariam lá as respostas sobre quem Andrella realmente é?
Metrópole – Despertar, de Melissa de Sá, é uma distopia que culmina em uma trama de violência, poeira e perseguições em que nada é o que parece. Tensão, suspense e romance estarão presentes para aqueles que ousarem ler nas entrelinhas. E você? Está pronto para descobrir o que está por trás dos muros das aparências?

Andrella vive em Metrópole, um mundo em que não existe doença (e onde aqueles que ficam doentes são considerados fracassados), onde não há crime e as pessoas vivem pelo aprimoramento do corpo e da mente. Em resumo, um mundo aparentemente perfeito.

E tudo começa quando Andrella fracassa em um teste de química (e fracassar significa ter “apenas” 80% de aproveitamento). Ela fica atordoada, tem que rever suas opções de carreira e teme o estigma de ser uma fracassada, o que vem até mesmo de sua melhor amiga. Entretanto, seus problemas não acabam aí. Seu padrasto, Argorio, desaparece, ela encontra a casa revirada, descobre segredos e então é sequestrada (ou resgatada) por uma mulher misteriosa, que a leva para fora de Metrópole.

Eu gosto bastante da premissa de cidades ou sociedades inteiras que parecem ser perfeitas, mas no fundo existem segredos e manipulações. E, embora os segredos sobre Metrópole acabem ficando, em sua maioria, para o segundo volume, o livro não me decepcionou. Várias vezes, desde que deixou Metrópole (e até mesmo um pouco antes disso), Andrella teve seus valores e crenças metropolitanos desafiados, e a todo momento se fala daquilo que é ou não é metropolitano (e, claro, todos aqueles que apresentam um comportamento que não é metropolitano acabam desaparecidos, sendo aos poucos esquecidos pelos cidadãos).

A narrativa no começo não fluiu muito. Ela é interrompida várias vezes para que um detalhe ou outro sobre Andrella ou Metrópole seja explicado, e a narrativa dos primeiros capítulos ficou um pouco apressada, mostrando menos do que devia. Esse problema, entretanto, não acontece nos capítulos subsequentes, especialmente naqueles que se sucedem ao resgate de Andrella (ainda que, uma vez ou outra, uma emoção sendo contada e não mostrada tenha me saltado aos olhos). No geral, porém, a narrativa me agradou e me manteve imersa na história.

O enredo é conciso, mas me agradou bastante. Equilibra ação, reviravoltas e segredos de forma a tornar a história bastante envolvente, cada capítulo terminando com um gancho que me forçava a ler o próximo. Só achei que poderia ter passado um pouco mais de tempo em Metrópole, para mostrar como as coisas funcionam na cidade e fazer um contraponto mais forte com a vida dos rebeldes.

Os personagens, porém, poderiam ter sido um pouco melhor explorados. Midra é a personagem mais interessante justamente por ter um background bem detalhado. No caso de Andrella, é interessante acompanhar seu choque de realidade, mas alguns dos personagens secundários mereciam um pouco mais de atenção.

O final deixou muitas pontas soltas para o próximo volume, embora o arco de Andrella neste volume esteja completo, o que me deixou bastante curiosa para a continuação. A revisão deixou alguns pequenos erros de digitação escaparem, mas não foi nada grave.

Em resumo, Metrópole me agradou muito, ainda que nem todos os seus elementos sejam completamente inovadores dentro do gênero distópico e algumas coisas em relação à narrativa e à caracterização dos personagens tenham me incomodado. Estou ansiosa para o segundo volume!

Avaliação:

Trama: 5
Narrativa: 3
Personagens: 3
Caracterização: 4
Coerência: 4
Criatividade: 3
Revisão: 4


Outros livros de Melissa de Sá:

Antologias:


Contos:


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