12 de setembro de 2016

Resenha | Sentinela

Título: Sentinela (Crônicas de Táiran #1)
Autor: Thais Lopes
Ano de publicação: 2015
Editora: Senhor da Lenda
Número de páginas: 299
Sinopse: Desde sua criação, ninguém atravessara os portões do Reino C'erit. Ninguém sabia o que acontecia por trás deles, ou qual havia sido o destino das pessoas que, tempos atrás, haviam se isolado ali para construir um novo lar. Por isto, até mesmo os Guardiões se surpreendem com a chegada de uma mensagem.
Quando a Arqui-Guardiã Aíla é enviada em resposta ao chamado, ela não faz ideia do que vai encontrar. Mas nem mesmo uma vida inteira na cidade-fortaleza dos Guardiões poderia prepará-la para o que precisará enfrentar: traição, uma nova ameaça à Ordem, e um homem capaz de abalá-la.

Sentinela é uma fantasia científica ambientada no espaço, se em um futuro distante ou em um universo diferente do nosso, não fica claro. É um universo em que as pessoas levam uma vida dura, com muita guerra e cheia de regras e tradições rígidas. As relações entre os diferentes reinos são bem precárias, por isso, é com bastante receio que Aíla viaja ao reino C’erit em resposta a uma misteriosa mensagem que é enviada para Linas (a cidade dos Arqui-Guardiões).

Já tinha lido alguns livros de Thais Lopes, mas, até agora, este é o de que mais gostei. A evolução da escrita e da elaboração das tramas é bastante perceptível entre O Ciclo da Morte e Sentinela. Neste, a narrativa (em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Aíla) foi muito eficiente em caracterizar os personagens e o universo e em me manter presa à leitura. É uma narrativa fluída, mas que ainda assim dá todos os detalhes necessários para que as cenas atinjam todo o seu potencial. As cenas de ação são muito boas.

A trama é muito interessante — cheia de mistérios, surpresas e reviravoltas — e foi muito bem trabalhada. Gostei da caracterização do universo, ainda que tenha sentido falta de alguns detalhes em relação aos aspectos culturais. Alguns desses detalhes são dados, é claro, mas o mundo imaginado pela autora seria muito mais interessante e atraente se isso tivesse sido aprofundado.

Gostei da abordagem dos poderes. Pelo que entendi, todos são treinados de acordo com as três forças (embora para mim não tenha ficado claro do que se tratam), mas há tipos específicos de poderes. O mais explorado é o de Aíla, que é um poder mental perigoso e raro, quase extinto, mas que tem sua limitação — e essa limitação inclusive traz muitos problemas para Aíla ao longo da história. Os outros poderes não são tão bem explicados, embora eu imagine que isso vá ser feito nos volumes seguintes.

Como personagem, Aíla foi bem caracterizada e bem explorada. Seu passado foi revelado aos poucos, e gostei da forma como suas inseguranças foram trabalhadas — tanto em relação a esse passado conturbado quanto em relação à sua situação entre os Guardiões e frente aos desafios que surgem ao longo da história. Quanto aos demais personagens, entretanto, senti que mereciam um pouquinho mais de atenção — como a narrativa é em primeira pessoa, temos uma visão mais superficial deles.

O final foi bastante satisfatório, fechando a trama sem se apressar e resolvendo grande parte dos mistérios que foram propostos — mas, claro, deixando ganchos para a continuação. Certamente lerei Vigilante muito em breve.

Avaliação:

Trama: 5
Narrativa: 5
Personagens: 3
Caracterização: 3
Coerência: 5
Criatividade: 5
Revisão: 5


Outros livros de Thais Lopes:

O Santuário da Morte:

As Crônicas de Táiran:
  • Sentinela;
  • Vigilante;
  • Protetora;
  • Guardiã.


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