18 de julho de 2016

Resenha | Herdeira do Fogo

Título: Herdeira do Fogo (Trono de Vidro #3)
Autor: Sarah J. Maas
Ano de publicação: 2015
Editora: Galera Record
Número de páginas: 518
Sinopse: Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

O terceiro volume de Trono de Vidro é, até o momento, o melhor da série. Tendo seu início pouco tempo depois dos acontecimentos de Coroa da Meia-Noite, alterna-se entre os pontos de vista de Celaena (que viajou a Wendlyn), Chaol e Dorian (que permanecem em Forte da Fenda) e das bruxas Dentes de Ferro, que acompanhamos sob o ponto de vista de Manon, uma Bico Negro.

A trama dá prosseguimento aos volumes anteriores, mostrando a procura de Celaena pelas chaves de Wyrd enquanto ela busca uma aliança com Maeve, a rainha dos feéricos, e treina para ser capaz de controlar a magia. Em meio a isso, visitamos seu passado e compreendemos um pouco melhor suas motivações e a história de Terrasen. No núcleo de Forte da Fenda, somos apresentados a um novo personagem, Aedion Ashryver, supostamente o novo aliado do rei, enquanto Chaol investiga o passado de Celaena e os rebeldes e Dorian tem como objetivo principal aprender a controlar a magia e esconder sua condição do rei. No núcleo de Manon, mergulhamos nas rivalidades entre os três clãs de bruxas — as Bico Negro, as Pernas Amarelas e as Sangue Azul —, que, além de terem seus próprios objetivos, são aliadas do rei de Adarlan.

Todos os três núcleos são muito interessantes de acompanhar, especialmente o de Manon e o de Celaena, e me mantiveram presa à história do início ao fim, trazendo a quantidade certa de ação e mistérios. A narrativa também foi boa, sendo eficiente em fazer com que eu me sentisse dentro da história e das mentes dos personagens.

Falando neles, gostei de como foi feito o desenvolvimento de Celaena neste volume, especialmente em relação ao passado dela e ao seu treinamento com a magia. Sua relação com Rowan, o feérico que a está ajudando, é construída aos poucos e de maneira coerente, sendo que eles começam se odiando, mas passam a confiar um no outro gradativamente. Chaol e Dorian não têm tanta atenção, mas também foram bem desenvolvidos, ganhando mais importância do que tiveram no volume anterior. Também gostei da forma como a autora trabalhou o desenvolvimento de Aedion, que se revela aos poucos, e, especialmente, de Manon. Ela é uma pessoa ruim (faz parte da natureza dela), mas em nenhum momento ela é apresentada de forma rasa ou maniqueísta — sua maldade é perfeitamente crível dentro do contexto em que ela está inserida.

Quanto ao worldbuilding, porém, mais uma vez senti falta de um pouco mais de detalhamento, especialmente pelo fato de sermos apresentados a novas localidades. Tudo o que temos são descrições do entorno e da rotina; pouco sabemos sobre a história desses locais, ou sobre os aspectos culturais.

Mas, afora isso (e afora o fato de continuarmos sabendo tão pouco de um personagem tão importante quanto o rei), gostei bastante desse livro, que se encerrou de forma bastante satisfatória (mas, ainda assim, deixando todas as pontas soltas que me fizeram ansiar pelo volume seguinte).

Avaliação:

Trama: 5
Narrativa: 5
Personagens: 4
Caracterização: 3
Coerência: 5
Criatividade: 4
Revisão: 5


Outros livros da série Trono de Vidro:

2 comentários :

  1. Oi Laís

    Serei obrigada a descordar quase que completamente de ti. Eu achei o núcleo da Celaena de uma enrolação sem tamanho enquanto Forte da Fenda se arrastou demais. Não sei se é porque não tenho mais saco para todo o drama interno que ela passa, mas estava louca para que terminasse isso de uma vez.
    O que me fez realmente continuar a leitura foi o núcleo da Manon. Esse sim foi interessante e revelou bastante sobre as relações entre as bruxas. Já estou torcendo por ela na guerra. Haha Ela me apresentou tudo que me foi prometido para a personagem da Celaena: super assassina, sem medo de nada e etc.
    Enfim, sou Team Manon, mas não acho que eu queria continuar a série. Sinceramente, não aguento mais essa Celaena. :/

    Mas adorei a resenha viu? :D
    Bjs
    http://perfectpick001.blogspot.com.br/2016/04/herdeira-do-fogo-sarah-j-maas.html

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    Respostas
    1. Olá, Mariana!
      Realmente, o núcleo de Manon foi muito interessante! Quanto ao da Celaena, gostei bastante de saber mais sobre os feéricos e sobre a magia, além de ter gostado do fato de a autora ter optado por uma amizade e não por (mais) um par romântico (embora eu tenha ouvido falar que no livro 4 essa amizade vira um romance). Mesmo assim, não posso dizer que não esteja ansiosa pelo volume 4!
      E que bom que gostou da resenha! Abraços!

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