23 de novembro de 2015

[Resenha] O Reino Mágico de Mystic

Título: O Reino Mágico de Mystic
Autor: Raquel Alves
Ano de publicação: 2015
Editora: Independente
Número de páginas: 67
Sinopse: Num antigo reino mágico, uma batalha pelo poder põe fim à vida de duas irmãs: Zilmec e Bruxelis Kim. Para proteger o reino das loucuras e ganâncias de sua irmã Bruxelis, Zilmec se sacrifica, aprisionando o espírito da irmã em uma pedra mágica.
Os anos passam e Mystic goza de profunda paz. Bela e Pahares são eleitos os novos monarcas daquele reino e estão felizes com o nascimento da futura princesa, sua filha Saíres. Porém, Kayska, irmã de Bela, nutre uma profunda raiva e inveja pela irmã, e movida por tais sentimentos liberta o espírito da antiga bruxa e cede seu corpo de tabernáculo para os planos terríveis de Bruxelis.O universo mágico se encontra ameaçado, os reinos escravizados e a única esperança é a princesa Saíres, que fora transportada para o planeta Terra, para ficar a salvo das maldades de Bruxelis. Juntamente com seus amigos, Makato, Aiada, Hélis, o mascote mágico chamado Kiminjo e sua mentora Luci, embarcarão em aventuras e descobertas.A última guerra pelo poder está próxima. Que o amor vença no final de tudo!

O Reino Mágico de Mystic é um livro voltado ao público juvenil, e por isso tem uma trama simples, que gira em torno da luta entre o bem e o mal em um reino mágico, com fadas, bruxas e magos. Não é um tema inovador, entretanto, isso não teria sido um problema se a abordagem tivesse sido feita de outra maneira.

O que mais me incomodou foi a narrativa, que mesmo para um livro juvenil ficou simples e apressada demais. Durante todo o livro temos a autora relatando todos os acontecimentos, sem detalhar a ação e sem se aprofundar nos personagens; ou seja, faltaram todos aqueles detalhes que tornam uma narrativa envolvente e trazem o leitor para dentro da história.

Como normalmente acontece, a narrativa apressada prejudicou os demais aspectos dos livros, como os personagens, que em sua maioria são unidimensionais e maniqueístas, e o cenário, que devido à falta de descrições, se tornou pouco interessante.

Outro problema foi a verossimilhança. Os personagens aceitam suas missões e as situações com muita facilidade e, mesmo com pouca idade, são muito seguros: não têm medo, não duvidam de seus poderes e nem de suas virtudes. Em dado momento, personagens de Mystic vêm ao nosso mundo, porém, a ligação entre os dois mundos soou muito forçada, e poderia ter sido melhor trabalhada.

O final foi previsível e, além disso, muito fácil: quase não há sacrifícios, e a batalha final entre o bem e o mal foi muito rápida e simples. No geral, faltou uma elaboração maior em diversos aspectos do livro, pois embora uma história juvenil não deva ter detalhes em excesso, não deve carecer totalmente deles.

Avaliação:

Trama: 2
Narrativa: 1
Personagens: 1
Caracterização: 1
Coerência: 4
Criatividade: 3
Revisão: 3


Raquel Alves é escritora parceira do blog, saiba mais sobre ela aqui.

Um comentário :

  1. Olá. Desculpe a demora para responder. Obrigado pela sinceridade e análise da obra. Acredito que o autor jamais deve pensar que não pode aprender com o público, e resenhas como essas me motivam a estruturar melhor cada vez mais, erros que eu tenha cometido. Grande beijo!

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