12 de outubro de 2015

[Resenha] A Escola do Bem e do Mal

Título: A Escola do Bem e do Mal (Volume 1)
Autor: Soman Chainani
Ano de publicação: 2014
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 352
Sinopse: No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.
Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são.Este best-seller é o primeiro livro de uma trilogia que mostra uma jornada épica em um mundo novo e deslumbrante, no qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.

Existe uma lenda que há muitos anos assombra o povoado de Gavaldon: a cada quatro anos, 2 crianças são sequestradas. Elas são levadas para a Escola do Bem e do Mal, onde aprenderão a ser bondosas ou maldosas para que possam viver seu próprio conto de fadas. Sophie anseia por ser uma princesa, por isso caminha por todo o povoado distribuindo boas ações, na intenção de chamar a atenção do Diretor da Escola. Agatha, por sua vez, não acredita nas lendas, e, sendo uma garota considerada feia e esquisita pelos habitantes do vilarejo, apenas deseja poder viver sua vida. Porém, tudo muda quanto Agatha e Sophie são sequestradas e, a despeito de todas as expectativas, deixadas na Escola do Bem e na Escola do Mal, respectivamente.

A princípio, A Escola do Bem e do Mal nos apresenta um mundo bastante maniqueísta: a Escola do Bem é decorada com cores vibrantes e bonitas, e seus alunos são bonitos, bem vestidos e bem educados; já a Escola do Mal é feia e malcheirosa, seus alunos são feios e deformados e se sentem bem com seu uniforme escuro e pútrido. Mas essa visão vai sendo desfeita ao longo do livro, e de uma maneira muito interessante. Como exemplo, temos alguns alunos do bem preocupando-se apenas com futilidades, enquanto na Escola do Mal garotos e garotas são tratados igualmente.

Além disso a história discute, em suas entrelinhas, diversos outros temas, como a busca por si mesmo, a autoestima e, é claro, o que verdadeiramente define bondade e maldade.

Quanto aos personagens, gostei muito da maneira como foram trabalhados. Agatha não se sente confortável na Escola do Bem, ao mesmo tempo em que sente medo de se identificar com os princípios da Escola do Mal. Sophie, por sua vez, está plenamente convencida de que está na escola errada, e procura provar isso a qualquer custo. Ao longo do livro, entretanto, as duas vão se descobrindo e demonstram que talvez não tenha havido engano, e é interessante, especialmente no caso de Agatha, observar seu crescimento como pessoa, ou a transformação em vilã de Sophie.

Outros personagens que têm destaque são Tedros, um príncipe que se encaixa no estereótipo de beleza e perfeição, apesar de sentir falta de algo, Hester, colega de quarto de Sophie na Escola do Mal e, é claro, o misterioso Diretor da Escola. Além disso, são citados diversos personagens dos contos de fadas originais, que fazem pequenas participações aqui e ali.

A narrativa, dividindo-se entre os pontos de vista de Sophie e Agatha, demorou a me prender no início, mas quando o fez, foi até o fim. Algumas descrições e cenas foram desenvolvidas de maneira um pouco apressada, mas durante a maior parte do tempo a escrita foi envolvente, me fazendo sentir dentro da história.

A história segue para o final mostrando um rumo diferente do esperado pelo leitor, e nele temos um bom clímax, fechando os mistérios propostos ao longo do livro e levantando outras questões, que serão tratadas no próximo volume.

A Escola do Bem e do Mal é um livro voltado ao público juvenil, mas que nem por isso deixa de divertir pessoas mais velhas, trazendo, ainda, interessantes reflexões sobre a oposição entre o Bem e o Mal.

Avaliação:

Trama: 4
Narrativa: 3
Personagens: 4
Caracterização: 5
Coerência: 4
Criatividade: 4
Revisão: 5


Outros livros da trilogia:
  • A Escola do Bem e do Mal #2 – Um Mundo Sem Príncipes

2 comentários :

  1. Oi, Lais.
    Espero ler o quanto antes. O livro já me chamava atenção por conta da capa, mas a premissa eu desconhecia. E eu meio que entendi porque Sophie foi parar na Escola do Mal: ela parece ser bem egoísta, não? Pelo jeito não distribuía "bondade" por aí por ser boa, e sim pra alcançar um objetivo. Isso a faz, de certa forma, má.
    Enfim, o que importa é: quero ler o quanto antes. Adorei demais sua resenha.

    Com carinho,
    Celly.
    http://melivrandoblog.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, tudo bem?
      Que bom que gostou da resenha: espero que possa ler o livro em breve e goste tanto quanto eu gostei (a capa chama a atenção mesmo).
      Abraços!

      Excluir

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