11 de maio de 2015

[Resenha] Aprendiz de Assassino

Título: Aprendiz de Assassino (Saga do Assassino #1)
Autor: Robin Hobb
Ano de publicação: 2014
Editora: Leya
Número de páginas: 416
Sinopse: O jovem Fitz é o filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e foi criado pelo cocheiro de seu pai, à sombra da corte real. Ele é tratado como um penetra por todos na realeza, com exceção do Rei Sagaz, que faz com que ele seja secretamente treinado na arte do assassinato. Porque nas veias de Fitz corre a mágica do Talento e o conhecimento obscuro de um garoto criado em um estábulo, entre cães, e rejeitado por sua família. Quando assaltantes bárbaros invadem a costa, Fitz está se tornando um homem. Logo ele enfrentará sua primeira missão, perigosa e que despedaçará sua alma. E embora alguns o vejam como uma ameaça ao trono, ele pode ser a chave para a sobrevivência do reino.

Fitz é o bastardo do herdeiro do trono dos Seis Ducados, o Príncipe Cavalaria, e abandonado por sua mãe, é deixado sob os cuidados de Bronco, grande amigo de Cavalaria. Vivendo na corte, logo chama a atenção do Rei Sagaz, que decide treiná-lo em segredo como um assassino.

Enquanto Fitz segue com seus estudos, que incluem também o Talento, uma espécie de magia que aflora na linhagem real, os Seis Ducados começam a sofrer os ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos, cujos objetivos são um mistério.

Narrado em primeira pessoa, o livro é focado em Fitz e sua vida como bastardo, sendo treinado para ser o assassino do rei, mas nem por isso deixa de explorar outros personagens e acontecimentos. O enredo bem construído aos poucos vai se revelando, e vemos que há duas tramas: as intrigas do reino e os ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos. É aquele tipo de livro cheio de pistas ocultas, que ao terminar nos deixa cheios de teorias, prontas para ser testadas com a leitura dos próximos volumes.

A narrativa é lenta e arrastada no início do livro, contando os primeiros anos de infância de Fitz e explorando uma estranha habilidade sua, a Manha (uma afinidade pelos animais, permitindo que Fitz divida com eles pensamentos e sensações). Porém, quando o protagonista finalmente é apresentado ao rei e seu treinamento começa, a trama deslancha e o livro passa a prender o leitor. A escolha da primeira pessoa foi muito acertada: permite que o leitor se aproxime de Fitz, sem que os outros personagens sejam explorados de maneira superficial.

Estes, aliás, são muito interessantes. Por uma tradição dos Seis Ducados, são nomeados de acordo com virtudes (Sagaz, Majestoso, Veracidade, etc.), e de certa maneira as encarnam, mas não são presos a elas de forma a se tornarem caricatos. Todos eles têm suas próprias características, além daquela enunciada em seus nomes, e seus objetivos. Como já mencionado, a narrativa em primeira pessoa não prejudicou o desenvolvimento de outros personagens, por isso o leitor pode se apegar a eles (e, claro, odiá-los).

Não há tantos detalhes sobre o mundo em que a história se passa, mas ele é apresentado ao leitor de maneira satisfatória, de forma que esse possa ver que, apesar do pouco que foi revelado, é um mundo bem construído. O contraste de culturas entre os Seis Ducados e Jhaampe, um reino vizinho, foi apresentado de forma bastante interessante e criativa. A maneira como a autora introduziu essas informações aos poucos, e também em pequenos trechos que antecedem cada capítulo, foi coerente e permitiu que o leitor as compreendesse sem que se visse diante de enfadonhas explicações sobre esse universo.

A partir dos capítulos finais, o ritmo se intensifica e temos diversas intrigas e reviravoltas. A autora mostra que não tem medo de colocar seus personagens em situações difíceis, e várias mortes ou quase mortes acontecem. Alguns elementos foram esclarecidos, mas outros deixados em aberto para os volumes seguintes. O final não foi exatamente feliz nem previsível, o que certamente conta pontos.

Assim, apesar do começo um pouco arrastado, o livro não demorou muito a me prender, e a trama bem estruturada, junto de personagens complexos e uma boa ambientação, me trouxeram uma boa leitura, uma das melhores de 2014.

Avaliação

Trama: 5
Narrativa: 3
Personagens: 5
Caracterização: 5
Coerência: 4
Criatividade: 4
Revisão: 5


Outros livros da Saga do Assassino:
  • O Assassino do Rei
  • A Fúria do Assassino

Um comentário :

  1. Também gosto muito dessa trilogia. Espero que você goste dos outros livros. E espero que a Leya publique as outras duas trilogias do Fitz também. :P

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