13 de abril de 2015

[Resenha] A Liga dos Artesãos

Título: A Liga dos Artesãos (Alvores #1)
Autor: Lauro Kociuba
Ano de publicação: 2014
Editora: publicação independente
Número de páginas: 272
Sinopse: Elfos, anões, orcs, trolls, dragões, wargs E se eles existiram de verdade? E se tudo começou a desaparecer quando a Era dos Homens teve início? E se, ainda hoje, houver remanescentes desses seres entre nós?
Alvores é uma história de realidade alternativa, inspirada principalmente em leituras de Neil Gaiman e suas conexões de fantasia e o mundo real, pelo autor. Imagine o nosso mundo atual, mesclando com ficção fantástica, onde existem cidades subterrâneas sob as capitais brasileiras mais precisamente Curitiba (PR); elfos que vivem ocultos entre os homens; descendentes de raças lutando entre si e criaturas fantásticas surgindo e desaparecendo em meio a pontos turísticos.Todo esse universo é chamado de Alvores, os seres que surgiram na alvorada do mundo.Acompanhe Tales, um filho de encantados, desvendando uma história envolta a uma trama secular: a luta pela sobrevivência de uma raça. Entre batalhas dos descendentes de alvores, a descoberta de existência de uma cidade inteira sob seus pés e a verdade por trás de vários fatos. O leitor irá, junto com o protagonista, conhecer máquinas de guerra incríveis, personagens com habilidades curiosas, tramas e mistérios ocorrendo nas praças, terminais ou mesmo nas ruas onde passamos diariamente.De modo gradativo e embasado, se estreita a fronteira entre a realidade e a fantasia no livro.

A Liga dos Artesãos nos apresenta uma história onde elfos, anões, orcs e outras criaturas fantásticas, os chamados alvores, habitam nosso mundo, vivendo em segredo em meio aos humanos e lutando para se preservarem. Acompanhamos o protagonista, Tales (um encantado, meio humano e meio elfo), enquanto ele cumpre uma tarefa passada por seu mestre, Aer’delo (um elfo): observar uma misteriosa troca feita entre dois orcs. Porém, a tarefa não sai conforme o planejado e Tales então é levado a Khur, a cidade dos anões localizada abaixo de Curitiba.

A trama se desenrola a partir dessa misteriosa troca de maneira bastante concisa, mas nem por isso menos interessante. Aos poucos o autor desvenda o mistério principal, enquanto acompanhamos o protagonista e descobrimos mais sobre o mundo dos alvores e sua história.

A narrativa é um ponto positivo do livro: em vez de apenas contar, como é comum vermos em outros livros de novos escritores, o autor nos mostra toda a ação, fazendo com que nos sintamos dentro da história. Porém, há alguns momentos, principalmente naqueles em que explicações sobre o universo dos alvores são reveladas, em que há uma quebra da imersão. Essas explicações são mostradas em itálico, interrompendo a narrativa, em vez de serem apresentadas em diálogos entre os personagens, o que teria tornado a leitura mais fluida e os tais trechos mais instigantes.

Outro ponto negativo é que o livro é curto demais para explorar todos os personagens que nos são apresentados, de forma que o leitor não tem muito tempo para se apegar (ou não) a eles. Além disso, algumas das relações entre eles foram tratadas de uma maneira um tanto superficial, tornando uma das surpresas do livro não tão convincente ou surpreendente.

Conhecemos parte da história dos alvores e de alguns dos personagens por meio de alguns interlúdios, intercalados aos capítulos narrados no presente, e foi um recurso interessante para nos apresentar aos diferentes tipos de magia e à tecnologia dos anões, que é muito interessante. Porém, mais uma vez, não houve páginas suficientes para explorar de maneira satisfatória todos os pontos da história e cultura dos alvores, ainda que eu espere que isso seja feito nos próximos volumes.

Gostei, porém, da ambientação em Curitiba: mesmo os leitores que nunca visitaram a cidade não se sentem perdidos, e a relação histórica entre esta e Khur, a cidade subterrânea dos anões (também muito interessante e muito bem descrita), foi muito bem trabalhada.

O final bem narrado fecha a trama do primeiro livro de maneira satisfatória, ao mesmo tempo em que deixa um cliffhanger para o próximo volume. A Liga dos Artesãos foi, no geral, um livro divertido e com uma proposta criativa e interessante, com uma trama bem trabalhada e revisão bem feita — os erros que notei foram pouquíssimos. Certamente lerei os próximos volumes.

Avaliação

Trama: 4
Narrativa: 4
Personagens: 2
Caracterização: 3
Coerência: 5
Criatividade: 4
Revisão: 4

Um comentário :

  1. Olá, Laís Helena. Gostei da resenha. Como o próprio Lauro disse no facebook, foi bem sincera. rs

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