9 de setembro de 2014

[Resenha] Anjos da Morte

Título: Filhos do Éden #2 – Anjos da Morte
Autor: Eduardo Spohr
Ano de publicação: 2013
Editora: Verus
Número de páginas: 586
Sinopse: Quando o século XX raiou, o tecido da realidade, a barreira mística que separa os mundos físico e espiritual, adensou-se. Os novos meios de transporte, as ferrovias e os barcos a vapor levaram o progresso aos cantos mais distantes do globo, pervertendo os nódulos mágicos, apagando o poder dos velhos santuários, afastando os mortais da natureza divina. Isolados no Sexto Céu, incapazes de enxergar a terra justamente pelo agravamento do tecido, a casta dos malakins, cuja função é estudar e catalogar os movimentos do cosmo, solicitou ao arcanjo Miguel a criação de uma brigada que descesse à Haled para pesquisar os avanços da civilização. O príncipe ofereceu o serviço dos exilados, que há milênios atuavam na sociedade terrestre, alheios às batalhas que se desenrolavam no paraíso. Destacados, então, para servir sob as ordens dos malakins, esses exilados foram reorganizados sob a forma de um esquadrão de combate. Sua tarefa, a partir de agora, seria participar das guerras humanas, disfarçados de meros recrutas, para anotar as façanhas militares, as decisões de campanha, e depois relatá-las aos seus superiores celestes. Esse esquadrão tomou parte em todos os conflitos do século XX, das sangrentas praias da Normandia ao colapso da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, era exatamente isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo. Em paralelo às aventuras de Denyel, que se desenrolam cronologicamente de 1944 a 1989, acompanhamos também, no tempo presente, a jornada de Kaira e Urakin em busca do amigo perdido, que caíra nas águas douradas do rio Oceanus, durante a destruição da ilha-fortaleza de Athea em Herdeiros de Atlântida.

ATENÇÃO: Esta resenha pode conter SPOILERS de Herdeiros de Atlântida, volume anterior da trilogia Filhos do Éden.


Anjos da Morte, continuação de Herdeiros de Atlântida, conta a história de Kaira, Urakin e Ismael em busca de outra cidade atlante, Egnias, com o objetivo de também destruí-la e encontrar Denyel, que desapareceu no ataque a Athea. Em paralelo, são nos apresentados flashbacks que contam o trabalho de Denyel como Anjo da Morte, que tem como dever participar das guerras do século XX e confiar informações aos malakins.

Este livro é ainda melhor que o anterior, com mistérios bem trabalhados que prendem o leitor. É mais focado em Denyel e em suas aventuras como Anjo da Morte, trabalhando na Segunda Guerra Mundial, dentre outras guerras do século XX, para colher informações para os malakins, anjos que têm como função estudar a Terra. Além disso, ele ainda deve desvendar a verdade por trás de artefatos com poderes estranhos e assassinar alguns anjos, que supostamente estão ligados a uma rede de inimigos.

A ambientação histórica, como nos demais livros, foi muito bem feita e pesquisada, misturando de maneira bastante verossímil os elementos fantásticos com os elementos históricos. Alguns locais e acontecimentos são fictícios, mas no final do livro há um apêndice explicando os principais deles e as inspirações do autor para cada um.

Mais uma vez, os flashbacks foram distribuídos de maneira bastante equilibrada ao longo da história. Os demais mistérios da trama também foram bem colocados, e percebe-se que têm relação um com o outro — e também com o arco de Kaira.

Tanto Denyel quanto Kaira passam por diversas partes do mundo em sua jornada, e vê-se que foi feita uma cuidadosa pesquisa de maneira que os cenários fossem bem caracterizados. O autor soube misturar a mitologia que criou com os cenários reais de forma harmoniosa, fazendo com que as aparições de anjos e passagens mágicas parecessem quase plausíveis.

Quanto ao desenvolvimento dos personagens, o livro foca em Denyel e em seus sentimentos acerca do que fazia por ordens dos malakins, que muitas vezes envolvia assassinatos. Os outros personagens, porém, não ganharam tanto destaque quanto no livro anterior, ficando em segundo plano.

O final fecha os dois arcos — a jornada de Kaira e os flashbacks com Denyel — de maneira satisfatória, deixando, em ambas as histórias, um cliffhanger para o próximo volume.

Gostei muito do livro, apesar de desejar que outros personagens também tivesse tido destaque, e estou muito ansiosa para a conclusão da trilogia.


Outros livros da Eduardo Spohr:
  • A Batalha do Apocalipse (resenha)
  • Filhos do Éden #1: Herdeiros de Atlântida (resenha)
  • Filhos do Éden #2: Anjos da Morte
  • Filhos do Éden #3: Paraíso Perdido (ainda não publicado)
Acompanhem também a página Filhos do Éden no Facebook, onde o autor dá notícias sobre o lançamento do último livro e compartilha detalhes de suas pesquisas para ele.

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