11 de março de 2014

Resenha | O Trono de Vidro

Título: O Trono de Vidro (Trono de Vidro #1)
Autora: Sarah J. Maas
Ano de publicação: 2013
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
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Sinopse (Skoob): Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida. Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor. Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? À medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

Celaena Sardothien é uma assassina, que após passar um ano trabalhando como escrava em uma mina de sal, é apresentada ao príncipe de Adarlan, Dorian Havilliard. O príncipe a surpreende informando-lhe de que ele a patrocinará em uma competição, onde o rei de Adarlan selecionará seu campeão (um assassino para cumprir suas ordens). Celaena é levada à capital, e passa a se hospedar no castelo. Enquanto recupera a saúde e treina para enfrentar os demais vinte e três concorrentes a campeão do rei, ela se envolve com o príncipe Dorian e o capitão da guarda, Chaol Westfall, e se forma um triângulo amoroso. Contudo, coisas estranhas começam a acontecer: um dos campeões aparece morto de uma forma hedionda e estranha, e outras mortes se seguem a essa, deixando Celaena intrigada e, também, amedrontada.

A trama do livro parece bastante simples, a princípio. A primeira metade do livro nos conta basicamente do treinamento e dos testes de Celaena, e o mistério dos assassinatos apenas começa a aparecer a partir da metade do livro. A magia também é um mistério: desapareceu (e foi proibida) há dez anos, junto de várias criaturas mágicas e perigosas. Contudo, algumas pessoas parecem ter conhecimento de um tipo diferente de magia, que Celaena não compreende e que deve desvendar ao longo do livro. Esperava, que essa questão teria sido melhor explicada, porém, acredito que isto será nos revelado aos poucos nos próximos volumes.

A autora não foca muito em caracterização dos ambientes e do mundo onde a história se passa. As descrições, tanto de personagens quanto de ambientes, é um pouco vaga. Além disso, conhecemos muito pouco da história de Adarlan, e não ficou muito claro se a autora pretende revelá-la aos poucos ou se não julgou importante detalhá-la. A narrativa é em terceira pessoa e se alterna entre os pontos de vista de Celaena, Dorian, Westfall e alguns outros personagens, apesar de o livro focar mais em Celaena.

Celaena é uma assassina um tanto peculiar, que gosta de música, leitura e doces. É arrogante, sabe que suas habilidades como assassina são excepcionais e gosta de provocar Dorian e Westfall, de forma que o triângulo amoroso não se torna cansativo ou meloso demais (as cenas com beijo são rápidas e escassas). Apenas o mínimo é revelado de seu passado, assim, não é possível compreender completamente sua escolha de se tornar assassina.

A protagonista a princípio me pareceu um pouco contraditória, muitas vezes mostrando comportamentos altruístas que não combinariam com a personalidade de uma assassina. No entanto, considerando o contexto de Adarlan e de seu passado (muito pouco revelado neste volume), mudei de opinião e julguei aceitável. Ela tem seu lado bom e seu lado ruim (e não temos como saber se cometer assassinatos foi sua única opção, ou se acredita que matar é aceitável), e parece se sentir bem com ambos.

Na maior parte do tempo, porém, Celaena se mostra uma boa protagonista, com atitude, uma personalidade interessante e sem muitas frescuras. E, mesmo que seu passado não tenha sido explicado de maneira detalhada, seu sofrimento pelo que lhe aconteceu parece bastante real, assim como seu medo de retornar à mina de sal.

Os personagens secundários que melhor são explorados na trama são o príncipe Dorian e Westfall, embora na maior parte do tempo apenas tentem entender Celaena e sintam ciúmes um do outro. Outros personagens, contudo, parecem bastante importantes à trama, como Cain, um dos campeões a competir, a visitante de outro reino, a princesa Nehemia, o duque Perrington e o próprio rei. Todos estes parecem ligados à trama de forma mais clara que o príncipe e o capitão da guarda.

O final não surpreende muito, porém tampouco é insatisfatório. A trama deste volume é concluída, mas algumas pontas são deixadas para os próximos volumes. A leitura é um tanto lenta no começo, no entanto, os mistérios e a expectativa de saber o que acontecerá a Celaena durante o torneio prende o leitor do início ao fim. Certamente lerei os próximos volumes.

★ ★ ★ ☆ ☆

A série Trono de Vidro:


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