4 de março de 2014

Resenha | O Lorde Supremo

Título: O Lorde Supremo (Trilogia do Mago Negro #3)
Autora: Trudi Canavan
Ano de publicação: 2013
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 623
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Sinopse (Skoob): Na cidade de Imardin, onde aqueles que têm magia têm poder, uma jovem garota de rua, adotada pelo Clã dos Magos, se encontra no centro de uma terrível trama que pode destruir o mundo todo. Sonea aprendeu muito no Clã, e os outros aprendizes agora a tratam com um respeito relutante. No entanto, ela não pode esquecer o que viu na sala subterrânea do Lorde Supremo, ou seu aviso de que o antigo inimigo do reino está crescendo em poder novamente. Conforme Sonea evolui no aprendizado, começa a duvidar da palavra do mestre de seu clã. Poderia a verdade ser tão aterrorizante quanto Akkarin afirma? Ou ele está tentando enganá-la para que Sonea o ajude em algum terrível esquema sombrio?

OBS: Esta resenha pode conter spoilers dos volumes anteriores, O Clã dos Magos e A Aprendiz.

O Lorde Supremo é a conclusão da Trilogia do Mago Negro — e o melhor livro da série. Neste volume, o segredo do Lorde Supremo é revelado, e Sonea agora quer ajudá-lo. Para isso, deve aprender magia negra, o que pode ser perigoso: a punição por aprender e usar magia negra é a execução. Mas Sonea está determinada a ajudar Akkarin, pois se não o fizer, todos morrerão.

A trama é bastante simples, porém, este livro é o mais intenso e cheio de ação. Muitas regras do Clã dos Magos são quebradas devido ao perigo da situação, e, mesmo que tudo fique bem no final, o Clã estará mudado — e, mesmo que os eventos deste último volume não tivessem acontecido, Sonea teria batalhado para que algumas coisas mudassem.

Eu julguei que este foi um ponto muito importante a ser explorado. Não seria possível o Clã continuar como a entidade de sempre, cheia de regras e restrições (tanto ao tipo de magia usado quanto aos magos que eram aceitos), após passar por uma guerra como a que houve. Os magos do Clã recebem ajuda de lugares inesperados, e isso é tão interessante quanto engraçado. Alguns deles chegam a nos surpreender (especialmente um certo inimigo de Sonea, que eu nem esperava que fosse mencionado, dados os acontecimentos do livro).

A maior parte da história se passa em Kyralia, embora parte dela aconteça em Sachaka. Não nos é mostrado muito acerca do país, apenas sua paisagem. Isto, em minha opinião, foi um ponto negativo, assim como a pouca exploração da história desse mundo, sendo que parte dela foi o que motivou os vilões da história.

Neste último volume, há um pouco mais de romance, sendo que nos volumes anteriores houve pouco ou nenhum espaço para isso. Entretanto, não é algo de que se possa reclamar. Há no máximo três casais, e o romance ocorre paralelamente, sem que o foco seja desviado da trama principal e daquilo que importa.

Sonea foi corajosa, fazendo aquilo que acreditava ser certo, apesar de saber das consequências, e apesar de ter desobedecido certas ordens. Faz aquilo que é necessário e resolve certos problemas de forma eficiente e criativa, algo que admiro em um protagonista. Ainda existe o fato de que ela mudou bastante desde o primeiro livro: deixou de ser a garota que se escondia dos magos para ser aquela que toma as decisões e se coloca à frente de todos para proteger o Clã e seu país.

Quanto aos demais personagens, podemos conhecer melhor Akkarin, agora que Sonea não mais o teme e passa a prestar mais atenção nele. Sua história é revelada e suas emoções, melhor exploradas. Além dele e de Sonea, poucos personagens têm destaque, como Dannyl e Lorlen (embora eu acredite que este último não tenha sido suficientemente explorado; fiquei com a sensação de que a relação entre ele e Akkarin não ficou muito clara). Cery volta a aparecer na trama, e, como Sonea, também evoluiu. Agora tem uma posição importante entre os Ladrões, e é um dos principais envolvidos na luta contra os inimigos.

O final traz algumas mortes inesperadas (e houve muitas), apesar de a última luta ter sido um pouco corrida. O livro termina nos mostrando o Clã dos Magos passando pelo início da mudança provocada pelas guerras, e Sonea, é claro, tem um grande papel nela.

Essa trilogia me mostrou uma história completamente diferente do que eu esperava, e que mesmo assim me agradou. Além da trama em si, a autora foca um pouco em determinados estereótipos e preconceitos, embora tenha faltado um pouco de exploração quanto à cultura dos países citados. Ainda assim, isto dá um diferencial para a história, e eu a recomendo fortemente.

★ ★ ★ ★ ☆

A Trilogia do Mago Negro:


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