6 de outubro de 2013

Tag: 10 livros favoritos

Fui indicada nesta tag pela Luana, do blog Bisbiblogando. Mais uma vez, agradeço pela indicação!

Regras:

  • Citar 10 entre seus livros favoritos;
  • Indicar 10 blogs para responder à tag e avisar os blogs indicados;
  • Citar o blog que o indicou.


Como já fiz um post citando as dez sagas de que mais gosto, desta vez decidi citar os livros individualmente, indicando os livros de que mais gosto em uma série ou livros únicos. Indico fortemente a leitura de cada um deles.

Harry Potter e as Relíquias da Morte — J. K. Rowling


É o último livro da saga Harry Potter. Gosto mais dele do que dos demais da saga pois é aquele que tem mais ação e mistério. É também aquele que mais foge à estrutura dos demais volumes, que compreendiam, cada um, um ano de Hogwarts. Além disso, ele explora muito bem o passado de alguns dos personagens, especialmente Dumbledore (sobre o qual muito pouco sabíamos nos outros volumes).

O Temor do Sábio — Patrick Rotfuss


É o segundo volume da trilogia A Crônica do Matador de Rei. Embora a trilogia possa funcionar como um volume único, pois a história é contínua, em vez de ser dividida em diversas tramas, eu gostei mais de O Temor do Sábio. Kvothe deixa a universidade por algum tempo e conhecemos outras partes do mundo criado pelo autor, como os estranhos costumes dos nobres de Vintas e a cultura do Ademre — que achei muito interessante conhecer, pois eu nunca imaginei que um escritor pudesse imaginar uma cultura tão distinta da nossa!

Elantris — Brandon Sanderson



Fiquei em dúvida para decidir se gostava mais de Elantris ou de A Crônica do Matador de Rei. Por fim, coloquei A Crônica do Matador de Rei em primeiro lugar pois Kvothe é meu personagem favorito. Mas Elantris é um daqueles livros que é impossível largar — e como eu tenho que largar, pois é um livro grande e não posso lê-lo ininterruptamente (a não ser que deixe de lado todas as minhas demais tarefas), passei o resto do tempo em que não lia pensando na trama, me impressionando com as surpresas e criando teorias para os mistérios propostos. Os personagens, também, são muito interessantes e muito bem explorados, em especial os três protagonistas, Sarene, Hrathen e Raoden. Além disso, achei muito interessante a maneira como o autor misturou política e religião, tornando a história mais real. Leia a resenha do livro para saber mais.

Brisingr — Christopher Paolini




Brisingr é o terceiro volume do Ciclo da Herança. É difícil explicar por que gosto deste livro em particular. Provavelmente porque vimos um pouco de amadurecimento por parte de Eragon e Saphira, ou porque foram revelados alguns segredos importantes. Também é quando se inicia, verdadeiramente, a batalha contra Galbatorix.

A Tormenta de Espadas — George R. R. Martin



A Tormenta de Espadas, o terceiro volume das Crônicas de Gelo e Fogo, é certamente aquele em que há mais ação — e mais mortes. É daqueles livros que faz você querer saber o que vai acontecer com um personagem, mas ele interrompe para contar o que está acontecendo com outro personagem, e você novamente fica ansioso para saber o que esse outro personagem fará em seguida, então o capítulo termina e somos apresentados a outro personagem… Resumindo, é quase impossível largar o livro, ainda bem que o li em minhas férias de julho (no ano passado).

O Filho de Netuno — Rick Riordan




O Filho de Netuno é o segundo volume da saga Heróis do Olimpo, e, até então, meu favorito. Embora Percy não seja nenhuma novidade, conhecemos o Acampamento Júpiter para semideuses romanos, e eu gostei mais desses novos personagens, Hazel e Frank, do que de Piper e Jason, apresentados no volume anterior.

A Maldição do Titã — Rick Riordan



É o terceiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, e é meu favorito porque conhecemos Thalia. Além disso, temos novos semideuses (apesar do que aconteceu com eles), e eu gostei bastante da trama deste livro, falando sobre a maldição de Atlas e mostrando um pouco mais dos objetivos de Cronos.

Anjos e Demônios — Dan Brown




Eu gostei de todos os livros de Dan Brown que li até agora. Gosto da maneira como ele cria enigmas, misturando na trama história, simbologia e ciência, e de como ele narra a história em um período de poucas horas, alternando capítulos de ação, de decifração de enigmas e de flashbacks, para conhecermos melhor os personagens. Em Anjos e Demônios, contudo, isso é muito mais forte, e além disso o livro aborda um tema que, embora já longamente discutido, esteve sempre presente em nossa realidade: a rivalidade entre religião e ciência.

A Luneta Âmbar — Philip Pullman



É o último volume da trilogia Fronteiras do Universo. Embora continue contando a história dos dois volumes anteriores, neste conhecemos novos mundos, e vemos mais ação e perigo. Acompanhamos o amadurecimento de Lyra e Will, que estão se tornando adultos e cujos dimons estão prestes a assumir suas formas definitivas. E o final foi muito original, e eu respeito muito a decisão feita por Lyra e Will, colocando as necessidades de seus mundos acima daquilo que eles mais queriam.

Mau Começo — Lemony Snicket




Mau Começo é o primeiro dos treze volumes que compõem a série Desventuras em Série. Certamente, o autor tem uma maneira muito diferente de escrever, a todo o momento nos desencorajando a continuar a leitura — o que só nos deixa mais ansiosos para terminar o livro. É muito difícil não ler o livro inteiro de uma só vez.

Blogs indicados:

  1. Um livro e nada mais
  2. Versão Literária
  3. Cantinho Literário
  4. Criticando por aí
  5. Da imaginação à escrita
  6. Fome de Livros
  7. Lendo e Esmaltando
  8. My Queen Side
  9. Vícios em Três
  10. Meus Livros Preciosos


3 de outubro de 2013

Opinião: Os Contos de Beedle, o Bardo

Os Contos de Beedle, o Bardo é um livro extra da saga Harry Potter, muito mencionado na saga, especialmente no último livro, As Relíquias da Morte. O livro reúne cinco histórias infantis do mundo bruxo, com alguns comentários bem interessantes de Alvo Dumbledore.

PS: esse artigo pode conter spoilers dos últimos volumes da saga Harry Potter.

O que achei mais interessante de observar nas histórias é que, embora sejam histórias curtas com enredos simples, falam sobre muitas das coisas que foram citadas ao longo da saga: a impossibilidade de se tornar invulnerável, mesmo com o uso da magia, e a impossibilidade de escapar da morte.

Dentre as histórias, as que mais gosto são A Fonte da Sorte e O Conto dos Três Irmãos.

A Fonte da Sorte narra a jornada de três bruxas e um cavaleiro trouxa até uma fonte cujas águas são milagrosas, desde que a alcancem até o pôr do sol. O que achei interessante nesta história é que a jornada até a fonte, e não a própria fonte, em si, foi o que resolveu as angústias das bruxas e do cavaleiro. Eles não sabiam que a fonte não era mágica. Ao passarem pelos desafios, elas se livraram daquilo que mais lhe afligiam: Amata teve de se livrar de todas as lembranças de seu antigo amante, e ao chegar à fonte, percebeu que na realidade nunca gostara desse homem. Asha, por sua vez, foi curada de sua doença por Athelda, e também não precisava da fonte. Athelda, porém, percebeu que, por ser capaz de curar a doença de Asha, poderia ganhar muito dinheiro, e se absteve de tocar a fonte. O cavaleiro então se banhou, e vendo que alcançara um feito que era para poucos, passou a acreditar em si mesmo. A mensagem que esta história nos passa é importante, e bastante interessante: você não precisa de uma fonte mágica para resolver seus problemas, é capaz de resolvê-los sozinho; basta acreditar em si mesmo.

O Conto dos Três Irmãos fala sobre a impossibilidade de escapar da morte. Ao construírem uma ponte para atravessar o rio, em vez de se afogar nele, os três deixaram a Morte zangada. Esta, porém, resolveu enganá-los, oferecendo-lhes presentes. O primeiro pediu uma varinha invencível, o segundo, uma maneira de ressuscitar aqueles que haviam morrido e o último, percebendo que a Morte tentava enganá-los, pediu uma maneira de sair dali sem que a Morte o seguisse, e ganhou uma capa de invisibilidade. A Morte enganou os primeiros dois irmãos, sendo que o primeiro foi morto por alardear que sua varinha, e consequentemente ele, eram invencíveis, e o outro se suicidou, pois aqueles que tentava trazer de volta à vida não estavam vivos, eram apenas impressões destes. O último, porém, utilizou sua capa para se esconder da Morte por muitos anos, até perceber que sua hora havia chegado. Devido a isso, teve uma vida e uma morte muito pacífica.

A mensagem passada pela história é clara: nem mesmo com toda a magia do mundo seria possível ressuscitar alguém — o máximo que se pode fazer é tentar adiar a morte, como fez o terceiro irmão. A história, porém, também fala de outras coisas. A varinha das varinhas, por exemplo, não era totalmente invencível. Foi possuída por muitos bruxos gananciosos, sendo que um vencia o anterior, muitas vezes chegando a matá-lo. Em minha opinião, não é a varinha que faz o bruxo invencível (ou pelo menos muito habilidoso, uma vez que também não é possível se tornar invulnerável, como abordado em outras historinhas), mas sim o próprio bruxo, se ele se empenhar nos estudos e praticar muito, ainda que tenha uma varinha comum. Quando à pedra, há, novamente, a mensagem de que não é possível reverter a morte — e que não vale a pena ficar pensando naqueles que se foram, mas sim aproveitar a sua vida.

A capa é o item mais interessante dentre todos, em minha opinião. Certamente me seria muito útil, assim como foi para Harry, e também não trouxe o tanto de confusão que a varinha das varinhas causou. É uma relíquia muito mais segura.

Outra coisa que acho interessante mencionar é que, em seus comentários sobre essa história, Dumbledore mencionou que a varinha das varinhas nunca teve uma dona, até onde se sabe, e que devemos tirar disso o que quisermos. Não sei qual foi a intenção da autora, realmente. Talvez ela quisesse que tirássemos nossas próprias interpretações. Em minha opinião, eu não precisaria de uma varinha especial para me tornar invencível; minhas próprias habilidades é que me tornariam invencível (ou ao menos chegariam perto disso). Ademais, uma habilidade não pode ser roubada, apenas adquirida, de forma que não faria sentido alguém me matar para possuir essa habilidade. Ao contrário de uma varinha invencível. Ela pode ser roubada, e se for, seu antigo dono deixará de ser invencível. Treinar para possuir maior perícia em magia é mais difícil que roubar uma varinha, entretanto, é mais garantido.

Na própria saga muitos cometeram esse erro. E também o erro de acreditarem que para possuir a varinha era necessário matar seu dono anterior. A varinha das varinhas foi tomada de Grindelwald por Dumbledore, quando este o venceu, acabando com o reinado desse bruxo das trevas. Então, em O Enigma do Príncipe, Draco Malfoy desarmou Dumbledore na Torre de Astronomia, tornando-se, sem saber, o dono da varinha das varinhas. Harry desarmou Malfoy em As Relíquias da Morte, e se tornou o dono da varinha. Voldemort, porém, pensou que Snape era o dono da varinha, por ter matado Dumbledore, e que teria sua posse se matasse Snape.

Na saga, novamente, aparece a mensagem: nenhum tipo de magia pode nos tornar invencíveis, ao contrário do que Voldemort pensava. Criar seis horcruxes e procurar a varinha das varinhas não impediu que ele morresse no final.


Eu já mencionei que, caso pudesse possuir uma das Relíquias da Morte, gostaria de ter a capa. E vocês? Comentem: se lhes fossem oferecidas as Relíquias da Morte, e tivessem de escolher uma, o que gostariam de ter?

Resenha | Dezesseis Luas


Título: Dezesseis Luas (Beautiful Creatures #1)
Autoras: Kami Garcia, Margaret Stohl
Ano de publicação: 2010
Editora: Galera Record
Número de páginas: 490
Compre: Submarino | Saraiva | Amazon  
Sinopse (Skoob): Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vodu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim..."

A história é narrada em primeira pessoa por Ethan Wate, um garoto que mora em Gatlin, uma pequena cidade nos Estados Unidos habitada por pessoas arraigadas, onde raramente algo diferente acontece, onde aquilo que quebra a rotina é odiado.

Logo após acordar de um estranho sonho onde tentava salvar uma garota desconhecida, que sempre se repete, Ethan deve ir à escola, para o primeiro dia de um novo ano letivo. Na escola, conhece uma nova estudante, Lena Duchannes, parente do recluso da cidade, Macon Ravenwood, que é mal visto pelos habitantes da cidade.

2 de outubro de 2013

Magia: especialidades mágicas

Em outro post, mencionei que os bruxos em minhas histórias costumam possuir especialidades mágicas. Isso ainda não foi abordado em meus contos, mas as especialidades mágicas são citadas em meus livros.

Leia um pouco sobre os meus livros e sagas:

Especialidades mágicas são habilidades especiais que os bruxos adquirem de maneira espontânea — é uma habilidade que permanece latente em sua mente, desde o seu nascimento até o momento em que descobre seus poderes mágicos e, com isso, sua especialidade mágica. Em alguns casos, o bruxo precisa empreender certo esforço para desenvolvê-la, embora isso seja raro.

Em geral, essas especialidades são habilidades impossíveis de serem reproduzidas por outros bruxos — a menos que este ou estes criem um objeto mágico. São exclusivas de cada um, e não existem dois bruxos com a mesma especialidade mágica, ainda que sejam muito semelhantes. Comumente envolvem coisas como vidência — a qual possui diversos subtipos, como a capacidade de enxergar linhas de vida, também citadas em outra ocasião —, controle sobre determinado tipo de matéria ou controle de mentes — que, aliás, é algo muito raro, e apenas bruxos com poder mental muito grande conseguem desenvolver uma especialidade como essa, caso a tenha.

O comum é que cada bruxo possua uma especialidade mágica, mas há aqueles que não possuem nenhuma, ou, mais raramente, os que possuem duas ou três. Neste caso, a segunda e a terceira especialidades mágicas permanecem latentes mesmo após a manifestação dos poderes mágicos e da primeira especialidade mágica, e é necessário que o bruxo treine um pouco sua magia e desenvolva melhor suas habilidades (leia aqui sobre o assunto) antes que se torne capaz de desenvolvê-la.

Existem, é claro, muitos mais detalhes a respeito, portanto, falarei mais sobre o assunto caso seja necessário.

1 de outubro de 2013

Outubro: metas de leitura

1. Trilogia do Mago Negro


Em minhas metas para setembro, estava o livro O Clã dos Magos, primeiro volume da Trilogia do Mago Negro. Neste mês, lerei os dois últimos volumes, para os quais tenho grandes expectativas.

2. O Guia de Eragon para a Alagaësia


Comprei este livro junto com a Trilogia do Mago Negro. Fazia muito tempo que eu estava para comprá-lo e nunca baixava o preço. Dessa vez, decidi comprar apesar do preço, que aparentemente nunca vai baixar. O livro contém algumas informações extras sobre os quatro volumes do Ciclo da Herança e muitas ilustrações; eu espero apreciar a leitura.

3. A Casa de Hades


Nem preciso falar que estou morrendo para ler este livro. Ele será lançado na semana que vem, no dia oito, e provavelmente levará alguns dias para chegar às livrarias. Como o encomendei pela internet, na pré-venda, a espera é de 20 dias — e os spoilers que vazaram só me deixaram mais ansiosa para ler o livro. Não deixe de conferir minhas expectativas para o livro A Casa de Hades.

4. Trilogia Dragões de Éter


Havia muito tempo que eu estava curiosa para ler esta trilogia. Ouvia falar muito bem dela, e quando vi o box por um ótimo preço, resolvi aproveitar e comprei. Em breve expressarei minhas opiniões sobre essa trilogia.


Como encomendei A Casa de Hades e Dragões de Éter recentemente, não sei se os livros chegarão a tempo de ser lidos em outubro, embora eu espere que sim. Enquanto isso, terminarei de ler os livros da Trilogia do Mago Negro e os três primeiros volumes de Heróis do Olimpo.

[Escrita] Criação de personagens


Neste post falarei um pouco sobre minhas próprias experiências para a criação de personagens para meus livros e contos — e, claro, não tenho o intuito de criar receitas para a caracterização de personagens, pois cada história é uma história e cada um tem seu jeito de criar e descrever os próprios personagens. Aliás, os demais escritores que porventura venham a ler isto estão mais do que convidados a debater seus métodos nos comentários.

Pensei em escrever essa postagem devido a um debate em um grupo para escritores no Facebook (o grupo Escritor da Depressão), sobre alguns spoilers do livro A Casa de Hadesnão citarei o spoiler aqui para não estragar a surpresa de quem ainda não ficou sabendo, embora não seja um spoiler muito grave, em minha opinião. Quem recebeu o spoiler saberá do que estou falando. PEÇO QUE, CASO PRETENDAM COMENTAR NESTE POST, EVITEM REVELAR SPOILERS.