19 de setembro de 2013

Resenha | A Elite

Título: A Elite (A Seleção #2)
Autora: Kiera Cass
Ano de pulicação: 2013
Editora: Seguinte
Número de páginas: 360
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Sinopse (Skoob): A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

OBS: ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DO VOLUME ANTERIOR, A SELEÇÃO.

Em A Elite, restam apenas seis garotas na competição para se casar com Maxon e ficar com a Coroa, dentre elas, America. Porém, America não sabe se realmente quer ficar com Maxon — especialmente porque seu antigo namorado, Aspen, agora é um guarda do palácio —, e não se sente capaz de administrar um país — mas deve tomar uma decisão.

Enquanto isso, os rebeldes continuam a atacar, e não se sabe do que exatamente estão atrás, e as demais meninas estão determinadas a ficar com a Coroa. Ademais, há ainda os desafios da própria Seleção, cada vez mais complexos agora que restam apenas seis competidoras, já que, além de escolher alguém que ama, o príncipe deve selecionar uma garota que seja, também, capaz de ajudá-lo a administrar um país — um país com uma monarquia e cuja sociedade está dividida em castas.

America também começa a perceber que Illéa, com seu sistema de castas, é muito um país muito mais problemático do que poderia imaginar, e que seu herói, Gregory Illéa, não foi assim tão heroico. E acredita que deve fazer algo por seu país.

O livro em si foca mais no triângulo amoroso entre America, Aspen e Maxon que nos problemas de Illéa e dos rebeldes. Aliás, acredito que a indecisão de America foi um tanto exagerada, e foi o que mais me incomodou no livro.

Quanto aos ataques dos rebeldes, acredito que poderiam ser melhor abordados. Assim como as cenas de ação, que terminam rapidamente e não são muito descritivas. É quase como se a autora tivesse medo de colocar a vida dos personagens em risco; às vezes, é bastante óbvio que, apesar dos ataques e invasões, todos ficarão bem no final. Ademais, em minha opinião a autora não foi capaz de passar o clima de medo que paira sobre o palácio devido aos ataques dos rebeldes. Por outro lado, o livro é narrado apenas sob o ponto de vista de America (em primeira pessoa), que sequer está junto dos rebeldes, de forma que não se sabe exatamente o que eles querem, o que acaba por criar um clima de mistério.

Alguns personagens são melhor explorados neste livro, como por exemplo o rei, que demonstrou ser uma pessoa não tão bondosa e honesta, assim como o próprio Maxon e sua relação com o pai. Aliás, é difícil, especialmente sob o ponto de vista de America, saber exatamente o que se passa na cabeça de Maxon e no que ele acredita — America às vezes parece acreditar que ele realmente a ama e que é uma boa pessoa, enquanto em outros momentos crê que as atitudes de Maxon são as de um tirano (especialmente sua reação a uma tragédia que aconteceu).

Quanto a essa tragédia (que foi citada na sinopse e me deixou curiosa para ler esse livro), fiquei um tanto decepcionada. Quando descobri o que era, não fiquei muito impressionada. Não porque fosse previsível, mas porque não foi tão chocante quanto a sinopse deu a entender que seria.

Outro ponto positivo, porém, foi que a história de Illéa foi explorada (como em A Seleção), especialmente a verdade por trás de Gregory Illéa, tido como um herói nacional. Ademais, pareceu-me que, no próximo volume, a relação entre Illéa e os demais países será abordada, devido a alguns acontecimentos de A Elite.

No final, A Elite foi um livro cuja narrativa fluída e cujos mistérios me prenderam, apesar dos pontos negativos, e as questões não resolvidas me deixaram curiosa para saber o que acontecerá no volume seguinte (especialmente em relação aos ataques dos rebeldes e do posicionamento que America tomará diante deles).

★ ★ ★ ☆ ☆

A trilogia:


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2 comentários :

  1. Laís, terminei de ler esse livro na semana passada! Eu esperava mais, de verdade :C

    Beijos,
    Caroline
    http://criticandoporai.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também esperava mais, especialmente por ter lido muitas resenhas positivas deste livro. A leitura foi agradável, certamente, mas não foi tudo o que esperava.
      Obrigada pela visita!

      Excluir

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