12 de setembro de 2013

Resenha | A Seleção

Título: A Seleção (A Seleção #1)
Autora: Kiera Cass
Ano de publicação: 2012
Editora: Seguinte
Número de páginas: 368
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Sinopse (Skoob): Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A Seleção é um livro distópico, assim como muitos outros, porém, um tanto diferente. Em primeiro lugar, difere de todos os demais por ter uma monarquia. Em Illéa, país que antes foi os Estados Unidos, a sociedade é dividida em castas, numeradas de 1 a 8, sendo que 1 corresponde aos monarcas e 8 aos mais pobres que existem no país. Quanto mais baixa sua casta, mais pobre você é e mais difícil sua vida. Ademais, os membros de cada casta possuem um leque limitado de profissões (sua função na sociedade) a serem seguidas. Quando o herdeiro da família real atinge a maioridade (no caso, o príncipe Maxon), é feita a Seleção, um reality show (isso lembra alguma coisa?) onde 35 garotas das castas 2 a 8 são selecionadas para viver no palácio durante uma temporada e disputar pelo príncipe e, é claro, pela coroa; o príncipe escolherá sua futura esposa dentre essas garotas.

É neste contexto que vive America Singer, membro da casta 5. Tem uma vida simples com a família, sem muitos luxos, embora na maior parte do ano não tenha problemas para se manter alimentada. É apaixonada por Aspen, membro da casta 6, e pretende se casar com ele, mesmo que isto signifique se tornar membro da casta 6 e viver uma vida mais difícil. Embora eu não entenda o porquê disto: se uma das irmãs de America ascendeu à casta 4 ao se casar, por que Aspen não poderia se tornar um 5 ao se casar com America? Para mim, pareceu uma pequena confusão feita pela autora, ou algo que não foi muito bem explicado.

Aspen insiste para que America se inscreva na Seleção, assim como a família da garota, e após discutir com Aspen e aparentemente romperem o namoro, America resolve se inscrever, embora ainda não tenha nenhuma pretensão de se casar com Maxon e ficar com a coroa. E, para a surpresa de America e felicidade de sua família, America está entre as trinta e cinco selecionadas e parte para o palácio.

Ali, deve comparecer a vários jantares, festas e entrevistas, a serem transmitidas para todo o país. Faz amigas e inimigas, tenta superar o rompimento de seu relacionamento com Aspen e impressiona-se com o príncipe Maxon, que se mostra uma pessoa agradável e educada, e não o príncipe arrogante e mimado que ela esperava. Assim, forma-se um triângulo amoroso. Também existem outros problemas: rebeldes estão se organizando e ministram ataques contra o palácio.

A história é leve e foca mais na relação entre America e Maxon que nas ações dos rebeldes, embora a narrativa flua de maneira rápida e divertida e o deixe ansioso pelo próximo capítulo. A história de como os Estados Unidos se transformaram em Illéa é satisfatoriamente explicada, embora creia que vá ser melhor destrinchada nos próximos volumes.

No final, A Seleção me entreteve e até me surpreendeu um pouco; eu esperava uma história mais boba. Até mesmo me deixou ansiosa por A Elite, o segundo volume da trilogia.

★ ★ ★ ☆ ☆

A trilogia:


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