22 de agosto de 2013

Resenha | Insurgente

Título: Insurgente (Divergente #2)
Autora: Veronica Roth
Ano de publicação: 2013
Editora: Rocco
Número de páginas: 512
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Sinopse (Skoob): Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

ATENÇÃO: a resenha a seguir contém spoilers do volume anterior, Divergente.

Insurgente se inicia logo após o ponto onde se encerrou Divergente: Tris acabou de roubar o disco rígido com os dados da simulação que fez os membros da Audácia atacarem os membros da Abnegação, interrompendo-a. E, enquanto viaja de trem em direção à sede da Amizade, junto de Tobias, Marcus e Peter, lamenta a morte de ambos os pais e remói-se de culpa por ter atirado em Will, um de seus melhores amigos.

Logo após chegarem à sede da Amizade, onde permitem que permaneçam — mas não sem um pouco de resistência —, Tris descobre que Marcus conhece uma informação — uma informação que aparentemente teria grande repercussão em seu mundo caso fosse revelada, e da qual Jeanine está atrás. Isto atiça a curiosidade dos leitores e os leva a virar as páginas, de forma que somos apresentados à ação: a fuga de Tris e seu grupo dos membros da Erudição, sua aliança com os sem-facção (que também possuem seus próprios planos e desempenham um grande papel neste volume), e os mistérios que eles têm de desvendar (entre eles, o por que de Jeanine estar caçando os divergentes).

Em Insurgente, não falta ação e mistério, embora o livro possua seus pontos negativos. Um deles é a questão do arrependimento de Tris por ter matado Will. Várias vezes nos deparamos com trechos onde ela se recorda do acontecido, ou fica imaginando o que poderia ter feito para evitar a morte do amigo. Embora alguns desses trechos tenham sido necessários, para mostrar os sentimentos da personagem, eles também são enfadonhos. Tris também ressuscita a todo momento outras questões sentimentais, o que deixou a personagem um tanto irritante.

Ao longo da história, Tris passa pelas sedes das demais facções, que são descritas sucintamente. Embora tenha sido interessante conhecer os costumes das demais facções (que ficam evidentes especialmente quando os personagens de diferentes facções interagem entre si), creio que o mundo criado poderia ter sido melhor explorado. Aliás, como em Divergente, neste volume as caracterizações dos ambientes e personagens continuam bastante vagas. E não somente a descrição do ambiente, como também de determinadas cenas: muitas vezes, senti que algumas passagens teriam sido mais marcantes se tivessem sido mais detalhadas.

Os personagens, contudo, tiveram muito a revelar neste livro — tanto os novos quanto os antigos —, com destaque para as famílias de Tris e Tobias. A autora mostrou que alguns deles possuem seus próprios dilemas e segredos, e me pareceu que isto será explorado mais a fundo no volume seguinte, dados os acontecimentos do final.

Quanto ao final, posso dizer que foi inesperado. Foi capaz de mudar meu ponto de vista sobre Jeanine e seus atos muitas vezes cruéis (embora não os tenha justificado), e mostrou que suas motivações iam muito além de simplesmente tomar o poder. Ademais, deixou minha mente fervilhando com teorias do que pode acontecer e do que virá a ser abordado no terceiro volume.

Em minha opinião, não fossem os dramas de Tris com seus pesares e arrependimentos e — também — com seu romance com Tobias, Insurgente, com toda a ação e mistério e seu final chocante, teria superado Divergente.

★ ★ ★ ☆ ☆

A trilogia:


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Um comentário :

  1. Gostei mais de Insurgente que o primeiro da Saga, quero ver o filme logo!
    coisasdeumleitor.blogspot.com.br

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