8 de agosto de 2013

Resenha | A Esperança

Título: A Esperança (Jogos Vorazes #3)
Autora: Suzanne Collins
Ano de publicação: 2011
Editora: Rocco
Número de páginas: 421
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Sinopse (Skoob): A jovem Katniss Everdeen sobreviveu aos mortais Hunger Games não apenas uma, mas duas vezes, e mesmo assim ela não tem descanso. Na verdade, os perigos parecem estar se agravando: o Presidente Snow declarou guerra contra Katniss, sua família, seus amigos, e todas as pessoas oprimidas do Distrito 12.

ATENÇÃO: A resenha a seguir contém spoilers dos primeiro dois volumes da trilogia Jogos Vorazes.

Em minha opinião, A Esperança foi o mais fraco da trilogia Jogos Vorazes.

O livro começa com a visita de Katniss ao então destruído Distrito 12. Ela agora está vivendo no Distrito 13, que permaneceu na obscuridade desde a sua suposta destruição, décadas atrás. Tem de lidar com todas as tragédias, como a destruição do que até então fora seu lar e o sequestro de Peeta pela Capital, adaptar-se ao rígido regime do Distrito 13, imposto pela presidente Alma Coin — personagem sobre a qual, em minha opinião, falta um pouco de esclarecimento —, e tomar uma decisão: se aceitará ou não o papel do tordo, tornando-se o símbolo da rebelião que há muito vem sendo planejada pelo Distrito 13.

O livro possui várias cenas repletas de emoção e ação — em especial as cenas de combate nos demais distritos — intercaladas com partes mais leves. O sofrimento de Katniss devido às circunstâncias está sempre presente, embora em alguns momentos chegue a ser irritante. Uma questão que julguei bastante interessante é o fato de tanto os rebeldes quanto a Capital utilizarem a televisão como instrumento para convencer a população a se aliar a um ou a outro lado. Assim, parte da guerra é travada com propagandas, e Katniss mais uma vez deve lidar com o problema de representar para as câmeras.

O clímax do livro está no final, quando a guerra contra a Capital começa de verdade. Muitas tragédias nos são apresentadas nos últimos capítulos e muitos personagens queridos morrem, apesar de eu ter gostado muito de uma certa morte (sobre a qual não darei mais detalhes, para não revelar spoilers).

Contudo, o final deixou algumas questões inacabadas. Não foi esclarecido quem esteve por trás de alguns dos acontecimentos — se os rebeldes ou a Capital —, ou as verdadeiras pretensões de Coin. Há um epílogo, embora este não tenha esclarecido algumas de minhas perguntas. Mais uma vez tive a sensação de que a autora não podia ultrapassar um certo limite de páginas, e por isso descrevia algumas situações muito rapidamente ou deixava de abordar certos temas.

Apesar de todos esses pontos negativos, eu gostei deste livro, assim como da trilogia, embora não tenha visto nada de tão extraordinário e nem tenha achado que o desfecho ficou à altura da saga. Ainda assim, achei o mundo que Collins nos apresentou, com todos os problemas que possui, bastante interessante (apesar de improvável), e uma parte da mensagem que ela queria passar apenas consegui pegar em uma segunda leitura.

★ ★ ★ ☆ ☆

A trilogia:


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