11 de julho de 2013

Resenha | Harry Potter e a Pedra Filosofal

Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal (volume 1)
Autora: J. K. Rowling
Ano de publicação: 2000
Editora: Rocco
Número de páginas: 263
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Sinopse: Um bebê é deixado à porta da família Dursley, com uma carta que explica quem ele é e quais os mistérios que envolvem sua sobrevivência, após um duelo no qual seus pais morreram. Onze anos mais tarde, Harry Potter recebe o melhor dos presentes de aniversário: descobre que é um bruxo e como tal deve ser educado. Conduzido por Rúbeo Hagrid, o doce e atrapalhado gigante ruivo, Harry inicia sua trajetória no cotidiano da magia. Na escola de bruxaria de Hogwarts, sob a direção do sábio professor Alvo Dumbledore, ele aprende a fazer poções, feitiços, a transformar coisas, e a “pilotar” uma vassoura. Enfrenta as dificuldades normais de um principiante e alguns obstáculos a mais lhe são impingidos por sua fama. Afinal, Harry Potter, mesmo sem saber, derrotou o mais terrível dos feiticeiros. Agora, para prosseguir vitorioso, precisa aprender a dominar a sabedoria contida em valores simples da vida como a amizade, a perseverança e o amor.

Harry Potter e a Pedra Filosofal começa relatando mais um dia aparentemente normal na vida de uma família normal, a família Dursley. Todavia, não se trata de um dia normal. A caminho do trabalho, Valter Dursley flagra diversos acontecimentos esquisitos, tais como gatos lendo mapas e pessoas estranhamente vestidas. À noite, naquele mesmo dia, um garotinho é deixado à porta da casa dos Dursley, com uma carta contendo explicações a respeito de quem é e do que lhe aconteceu.

"Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no mundo como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!"
Profª. Minerva McGonagall.

Passam-se dez anos, e somos apresentados a Harry quando ele está prestes a completar onze anos de idade: um garoto menosprezado pelos tios, que dorme no armário debaixo da escada e tem uma cicatriz em forma de raio na testa e não se lembra de como a adquiriu. Tudo o que sabe a respeito dos pais é que morreram em um acidente de carro quando ele tinha apenas um ano (foi tudo o que os tios lhe disseram).

Porém, as coisas começam a mudar quando Harry recebe uma carta de um remetente desconhecido. Como não consegue apanhá-la, novas cartas passam a surgir de todos os lugares (desde janelas e frestas das portas até a lareira), até que Valter Dursley, desesperado para parar de recebê-las, força sua família a fazer as malas para passarem a noite em um casebre de madeira no mar. Porém, os esforços de Dursley são em vão, pois Hagrid derruba a porta da casa e finalmente entrega a Harry sua carta. Este então descobre (não sem muito espanto) que é um bruxo, e que foi convidado a estudar em Hogwarts, a escola de magia. Também descobre a verdade a respeito da morte de seus pais: Tiago e Lílian Potter foram mortos pelo mais perigoso bruxo das trevas da época, Lord Voldemort, que por algum motivo obscuro foi incapaz de matar Harry, deixando-o com uma cicatriz na testa e desaparecendo misteriosamente.

E então nos é apresentado esse mundo mágico (e, devo dizer, muito bem construído) em que Harry ingressa. E, ao mesmo tempo em que vamos conhecendo esse mundo (que possui desde criaturas mitológicas, tais como dragões e duendes, passando por esportes, como o quadribol, até instituições que regulamentam leis para manter a comunidade bruxa escondida, o Ministério da Magia), também ficamos a par dos medos e inseguranças de Harry: será que, uma vez que foi criado por uma família trouxa (termo usado por bruxos para designar aqueles que não fazem magia), se mostrará capaz de realizar magia, como seus colegas criados por bruxos? Ou terá sido um engano, e será mandado de volta aos seus tios? E, logicamente, à trama da história: a tentativa de roubo ao Gringotes (o banco dos bruxos), o corredor proibido do terceiro andar, só para citar alguns exemplos. E, acima de tudo, Harry tem de lidar com o peso da fama (sendo que, até então, sequer sabia que era famoso).

Porém, em meio a tudo isso, Harry também faz grandes amizades (como Ron Weasley e, mais tarde, Hermione Granger) e algumas inimizades (Draco Malfoy). Deve passar pelo Chapéu Seletor, um objeto enfeitiçado e dotado de inteligência que seleciona os alunos ingressantes para as quatro casas de Hogwarts, de acordo com suas aptidões e seus valores, a que pertencerão até concluírem os estudos: Grifinória, Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa. Possui tarefas de escola, uma vez que em Hogwarts, como em qualquer escola comum, há deveres de casa e provas, e deve lidar com o professor de Poções, Severo Snape, que parece odiá-lo sem justificativa alguma.

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas”.
J. K. Rowling — Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Vale ressaltar que Harry Potter e a Pedra Filosofal é um livro infantil e, a meu ver, possui a linguagem certa para a faixa etária que procura atingir: linguagem simples e descrições não muito extensas, além daquele ar de mistério que o prende à história do início ao fim (mesmo que o esteja lendo pela vigésima vez). Ademais, os personagens (especialmente os principais da trama), embora de início pareçam clichês, são muito bem construídos (e terão suas histórias de vida reveladas ao longo dos volumes seguintes), assim como a própria trama.

E a complexidade desse mundo imaginado pela autora é admirável: J. K. Rowling dá atenção a diversos detalhes, chegando a criar uma instituição para regulamentar a comunidade bruxa, o Ministério da Magia, e até mesmo um esporte, o quadribol. E mistura tudo isso com o dia a dia dos estudantes no colégio, revelando um detalhe ou outro acerca de como funciona a magia, sem esquecer dos atritos gerados pelo fato de se trancar dezenas de crianças em um castelo, longe da família. Mostra como os bruxos sobrevivem em segredo no mundo moderno, chegando a até mesmo perder o contato com a tecnologia, e como conseguem esconder a existência de criaturas como dragões e hipogrifos, além de várias outras, dos trouxas.

Harry Potter é uma saga que merece ser lida, e que encantará pessoas de diferentes idades.

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2 comentários :

  1. Awwwwwwwwwwwwwwwwwwn eu sou louca pra ler HP.
    Só assisti os filmes, mas sou totalmente apaixonada, porque de todas as obras literárias, acho que esta foi a mais perfeita e bem planejada de todas. Tudo se complementa e no fim temos a aventura que todos queriamos viver um dia.
    Um beijo e aproveita pra visitar meu blog

    Baiana Literal
    http://tharcilalima.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se você gostou dos filmes, recomendo que leia os livros. Como sempre, são muito melhores que os filmes.

      Obrigada por comentar em meu blog, estou seguindo o seu =)

      Excluir

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